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O RH SÓ FAZ FESTINHAS?

Iniciei na área de Gestão de Pessoas no ano de 2006, numa reestruturação da empresa que eu trabalhava na época que, definia que todas as unidades do grupo deveriam ter um Recursos Humanos.

Em 2010, resolvi buscar uma qualificação e iniciei uma graduação de Tecnólogo em Gestão de Pessoas. Na época, ainda estavam se estruturando várias formas de novas diretrizes no conceito RH-Gestão de Pessoas.

No primeiro dia de aula, uma sala com umas 25 pessoas, a professora inicia perguntando sobre o papel do Rh nas empresas e, uma colega fala bem alto e animada: “Fazer as festinhas da empresa!”.

Passados quase 15 anos deste episódio, ainda me deparo com muitas empresas em que o RH ainda é figurativo e, usado unicamente ou basicamente para endomarketing.

O RH (OU GP) precisa ir muito além. E, se o mesmo não tem uma importância estratégica, algo de muito errado se estrutura no “fit cultural” destas empresas.

Frequentemente nos deparamos com “postagens” nos canais de mídia das empresas com fotos de datas comemorativas.

No Dia Internacional da Mulher (8 de março), vemos fotos com parabenização, flores e bombons. E sempre me pergunto se estas empresas mantem ações reais de contratação e remuneração igualitária, programas de treinamento e desenvolvimento de mulheres, possibilidade de cargos de gestão feminino.

Ser RH vai muito além das “festinhas”. Cabe, a este, trabalhar para o alinhamento estratégico das pessoas com a empresa e vice-versa, auxiliar os gestores a serem gestores de verdade, auxiliarem as pessoas a entenderem seu papel na organização, no grupo e em seu nicho de trabalho. Ainda, muitas vezes, mostrar á direção os caminhos a serem tomados e suas consequências, tanto benéficas quanto negativas.

A poucos dias, uma lista negativa de empresas tem circulado, onde as pessoas citam as empresas e os problemas das mesmas. Grandes corporações aparecem na lista, onde, muitas vezes citam o RH como “ineficiente”, “não atuante” e “inexpressivo”.

O RH, muitas vezes precisa mostrar a direção, não apenas acatar as decisões sem olhar para os processos de pessoas e indicar o melhor caminho a seguir.

Apenas dar “presentinhos” e realizar “festinhas” possui um impacto midiático e social, porém no dia-a-dia da corporação, será que ações diárias são realizadas pelas mesmas?

Precisamos evoluir no mundo corporativo, entender que o Rh da empresa possui um valor imensurável, o de estruturar as políticas internas de desenvolvimento e crescimento das pessoas na sua empresa.

E sim, nenhum problema o Rh ser o animador de festinhas. Desde que estas “festinhas” estejam caminhando em uníssono com o desenvolvimento destas pessoas.


Alexandre Martins

especialista em Gestão de Pessoas e mestre em Ensino de Humanidade e Linguagens.

Consultor de Gestão de Pessoas com expertise em Remuneração Estratégica e Diversidade e Inclusão.

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