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A NEURODIVERSIDADE COMO VANTAGEM COMPETITIVA


No mundo corporativo, a estruturação da equipe de trabalho é estratégica para uma empresa. Seja por competência técnica, perfil ou ambas, analisar o que a se busca no mercado de trabalho é essencial. E, claro, precisamos ampliar a visão de busca de candidatos para compor uma equipe. Nisso, podemos pensar: quais as políticas e estratégias que se pode desenvolver para captar pessoas alinhadas com o fit cultural da empresa?

A partir dessa pergunta, é preciso pensar como a questão da neurodiversidade está inclusa nisso. Enquanto tópico, definimos como a capacidade de incluir pessoas com algum tipo de diagnóstico (TDAH, TEA, dislexia), mas que estão inseridas no mercado de trabalho e se capacitando para tal. Dessa forma, é necessário não só pensar nessa inclusão, mas adaptar as práticas de Recrutamento e Seleção, focando em como organizar um processo seletivo que atenda os quesitos avaliativos de uma vaga. Nisso, pessoas neuroatípicas (com algum diagnóstico) não serão excluídas em relação a candidatos neurotípicos (sem diagnóstico).

Por exemplo: não é interessante trabalhar dinâmicas de grupo com candidatos diagnosticados com TEA, pela questão do contato social; candidatos com dislexia tendem a se organizar a partir de imagens, então instrumentos que incluam leitura de textos podem ser difíceis a eles; pessoas diagnosticadas com TDAH tendem a se dispersar em atividades que exijam rigor em tempo e execução de tarefas.

Dessa forma, realizar uma seleção mais aberta e adaptada tende a ser mais satisfatória. Pensando nos exemplos do parágrafo anterior, é importante entender esses diagnósticos e ampliar o olhar com os candidatos neuroatípicos: pessoas com TEA tendem a se sair muito bem em questões mais técnicas de uma área; pessoas com dislexia tendem a ser mais criativos e tomar atitudes de liderança e resolução de problemas; e pessoas com TDAH podem focar-se muito bem em atividades complexas e desafiadoras.

Se o setor de Gestão de Pessoas adapta os seus processos, isso diz muito da empresa. A imagem transmitida é de inclusão e responsabilidade com sua equipe. E, claro, também transparece sobre p que oferece e como vê cada pessoa no ambiente de trabalho. Não é sobre focar em testes, ferramentas e avaliações técnicas, mas sim em trazer pessoas para uma empresa, e oportunizar crescimento e capacitação profissionais.

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